Next Supply Weekly – Sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Cotações da semana:
(fechamento de sexta-feira 21/08)
Indicador Cotação
🛢️ Brent US$ 94,12 /barril
🛢️ WTI US$ 86,40 /barril
💵 Dólar R$ 5,18
📈 PETR4 R$ 42,70
O panorama em 30 segundos:
O Brent caminha para a segunda semana consecutiva de alta, acima de US$ 93, sustentado pelo impasse no Estreito de Ormuz e por ataques ucranianos a refinarias russas — dois vetores que mantêm o prêmio geopolítico e apertam a oferta global. No Brasil, a confirmação de petróleo na Margem Equatorial reabre a discussão sobre a próxima grande fronteira exploratória, enquanto a renovação dos contratos de gás na Bahia dá fôlego de médio prazo aos produtores independentes. No mercado internacional de serviços, novos contratos de sondas de ultraprofundidade sinalizam demanda firme por perfuração offshore. Para a cadeia de O&G, a leitura é direta: prêmio de risco sustentado + nova fronteira no Norte + previsibilidade contratual puxam demanda por construção naval, logística portuária e componentes.
Petróleo & Commodities
Brent encosta em US$ 94 e engata a 2ª semana de alta com tensão em Ormuz
O Brent operou acima de US$ 93 por barril e caminha para o segundo ganho semanal seguido, com valorização superior a 5% na semana. O movimento reflete o impasse entre EUA e Irã em torno do Estreito de Ormuz — Washington prepara uma ofensiva econômica para isolar a economia iraniana — somado a uma série de ataques ucranianos a refinarias e portos russos, que vêm afetando a produção de combustíveis e reforçando as preocupações com a oferta. Fontes: Trading Economics · eixos · Fortune
Brasil em foco
Petrobras confirma petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial
A Petrobras anunciou a descoberta de petróleo no poço exploratório Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 km da costa do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros. A perfuração deve ser concluída em 15 a 20 dias, e ainda serão necessários estudos para avaliar volume e viabilidade comercial. Desde o início da atual campanha exploratória, há um ano, a estatal já investiu US$ 3 bilhões na região — que a companhia trata como possível “novo pré-sal”. O Ibama autorizou o teste pré-operacional de resposta a emergências, marcado para 24/08, etapa que costuma anteceder a licença de perfuração. Fontes: Agência Brasil · Canal Rural · Agência iNFRA
Mercado & Negócios
Petrobras renova contratos de gás na UTG Catu (BA) com produtores independentes até 2037
Petrobras, PetroReconcavo (RECV3), Brava Energia (BRAV3) e Origem Energia firmaram, em 19/08, aditivos de longo prazo para o acesso ao processamento de gás natural na Unidade de Tratamento de Gás Natural de Catu, em Pojuca (BA). Os novos termos têm efeito imediato, garantem capacidade contratada entre 2028 e 2037 e atualizam as condições comerciais e operacionais. Com a segurança de acesso à infraestrutura, a PetroReconcavo suspendeu a decisão final de investimento (FID) da UPGN Miranga, evitando um desembolso estimado em US$ 60 milhões — mantendo o projeto próprio como opção estratégica futura. Fontes: InfoMoney · Petronotícias · Money Times
Transocean fecha contrato de US$ 300 milhões para sonda de ultraprofundidade
A Transocean (NYSE: RIG), uma das líderes globais em serviços de perfuração offshore, anunciou em 20/08 uma carta de adjudicação vinculante de dois anos para operar o drillship Dhirubhai Deepwater KG2 para a ONGC, na Índia. A campanha deve começar no primeiro trimestre de 2027 e representa cerca de US$ 300 milhões em valor de contrato, incluindo serviços adicionais e taxas de mobilização. O acordo ainda prevê opções que, se exercidas, manteriam a sonda operando até o início de 2031 — sinal de demanda firme por perfuração em águas ultraprofundas, um segmento que puxa toda a cadeia de fornecedores, componentes e serviços offshore. Fonte: Transocean/GlobeNewswire
Transição Energética
Governo regulamenta SAF, captura de carbono e hidrogênio de baixo carbono
O governo federal editou três decretos que regulamentam pilares da política de transição energética: o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV/SAF), a captura e estocagem geológica de carbono (CCS/CCUS) e o hidrogênio de baixo carbono, com a criação do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio. Aguardadas pelo mercado há quase dois anos, as regras abrem caminho para investimentos e certificação — e têm leitura direta para o O&G: CCS viabiliza expandir a produção de petróleo com menor pegada de carbono, e o refino ganha rota para SAF, HVO e hidrogênio azul. Fontes: eixos · Trench Rossi Watanabe
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