Next Supply Weekly – Sexta-feira, 19 de junho de 2026

Cotações da semana:

(fechamento de 19/06/2026)

Indicador     Cotação

🛢️ Brent       US$ 79 /barril

🛢️ WTI          US$ 77 /barril

💵 Dólar       R$ 5,18

📈 PETR4     R$ 38,57

O panorama em 30 segundos:

O petróleo caiu quase 10% na semana após EUA e Irã assinarem um acordo de paz que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Com o retorno gradual do fluxo marítimo, os preços recuaram dos picos de mais de US$ 100/barril registrados no auge do conflito. Para a cadeia de suprimentos de O&G, o cenário é de alívio logístico no curto prazo, mas com estoques ainda apertados e a IEA alertando para potencial excedente de oferta à frente.

Petróleo & Commodities

Acordo EUA-Irã derruba petróleo e reabre Estreito de Ormuz

EUA e Irã assinaram digitalmente um memorando de entendimento no dia 14 de junho, com cerimônia formal realizada em Genebra nesta sexta-feira (19). O documento, batizado de “Memorando de Entendimento de Islamabad”, inclui 14 pontos e prevê a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial “sem cobrança de taxas por 60 dias”, além do alívio de sanções ao petróleo iraniano e tratativas futuras sobre o programa nuclear. Tankers com cargas represadas já começaram a sair do estreito na quinta-feira; o Kuwait anunciou retomada gradual da produção. O Brent opera por volta de US$ 79/barril nesta sexta — queda de quase 10% na semana — apagando grande parte dos ganhos acumulados desde o início do conflito, em fevereiro. Fontes: CNN Brasil · Trading Economics

OPEP+ amplia oferta em 188 mil bpd em julho; IEA alerta para excedente

A OPEP+ confirmou, em reunião virtual no dia 7 de junho, mais um incremento de 188 mil barris por dia na produção a partir de julho de 2026, dando continuidade à retirada gradual dos cortes voluntários. O grupo também prorrogou até dezembro de 2026 o prazo para que países que extraíram acima da cota façam compensações. Com a reabertura de Ormuz, a IEA projeta que o fornecimento mundial pode se recuperar em até 3 milhões de bpd nos próximos meses — o que, somado ao aumento da OPEP+, aumenta a pressão baixista sobre os preços para o segundo semestre. Fontes: Seu Dinheiro · Trading Economics

 

Brasil em foco

Petrobras adere ao subsídio federal de combustíveis durante a guerra

Com o pico do conflito no Oriente Médio elevando o Brent acima de US$ 100/barril, o governo Lula criou um programa de subvenção parcial para gasolina (até R$ 0,89/litro de redução tributária) e diesel (R$ 0,35/litro). A Petrobras foi a primeira empresa a aderir, repassando o desconto imediatamente às distribuidoras e evitando reajustes ao consumidor durante as semanas mais críticas. Analistas do Itaú BBA apontam que, mesmo com o subsídio, o preço do diesel praticado pela estatal ficou cerca de 12% abaixo da referência de importação, e avaliam que um reajuste será necessário. Com a queda do Brent pós-acordo, a pressão sobre a política de preços da Petrobras deve diminuir no curto prazo. Fontes: Brasilagro · Tribuna do Sertão

Mercado & Negócios

A Hanwha abriu escritório no Brasil e está estruturando uma equipe local para disputar futuras licitações da Petrobras, com foco em projetos de EPC (Engenharia, Suprimento e Construção), modelos BOT (Construir, Operar e Transferir), desenvolvimento de fornecedores locais e parcerias com estaleiros brasileiros para atender às exigências de conteúdo local. O movimento acontece em um mercado de grande relevância global para o setor de O&G, marcado por projetos offshore de alta complexidade e alto investimento, frequentemente na casa de bilhões de dólares por unidade, especialmente no pré-sal, onde ativos como o campo de Búzios já ultrapassam a produção de 1 milhão de barris por dia. A entrada de novos players reforça a competitividade do setor, o fortalecimento da cadeia de suprimentos nacional e o potencial de geração de milhares de empregos diretos e indiretos ao longo da cadeia produtiva, além de evidenciar a crescente demanda por eficiência operacional, conteúdo local e integração entre engenharia, construção e fornecimento. Fontes: Zona Militar · ADS News

Transição Energética

Petrobras, Bunge e Vibra lançam primeiro SAF de soja com certificação global inédita

Em 17 de junho, Petrobras, Bunge e Vibra anunciaram a conclusão da produção e venda do primeiro lote mundial de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) feito com soja brasileira certificada sem impacto na mudança do uso da terra. O lote de 3,8 mil m³ foi produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc-RJ) por coprocessamento — técnica que integra matéria-prima renovável à estrutura tradicional de refino —, com óleo de soja fornecido pela Bunge a partir da sua unidade em Rondonópolis (MT). A certificação ISCC CORSIA PLUS Low-LUC Risk, reconhecida pela Organização da Aviação Civil Internacional, comprova rastreabilidade e baixo risco de desmatamento. O produto tem potencial de reduzir emissões de GEE em até 70% frente ao querosene convencional. A operação antecipa o mandato compulsório de SAF previsto para 2027 pela Lei Combustível do Futuro — e posiciona o Brasil como pioneiro global neste segmento. Fontes: Jornal de Brasília · Agro World Platform

A Next Supply Weekly é publicada toda sexta-feira. Acompanhe nossas redes sociais para receber a leitura da semana em energia, petróleo e cadeia de suprimentos.