Next Supply Weekly – Sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Cotações da semana:

(fechamento de 14/08/2026)

Indicador     Cotação

🛢️ Brent       US$ 87,08 /barril

🛢️ WTI          US$ 81,27 /barril

💵 Dólar       R$ 5,21

📈 PETR4     R$ 41,90

O panorama em 30 segundos:

Semana de queda moderada no petróleo depois de cinco pregões seguidos de alta, com o Brent recuando de perto de US$ 89 para a faixa de US$ 87, em meio à indefinição sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e a divergência entre IEA e OPEP sobre o rumo da demanda global. No Brasil, a Petrobras colheu recordes operacionais (Tupi chegou a 4 bilhões de barris produzidos) e avançou em frentes internacionais e regulatórias, enquanto o governo federal deu um passo relevante na transição energética ao regulamentar hidrogênio de baixo carbono, captura de carbono e o mercado livre de eletricidade.

Petróleo & Commodities

IEA e OPEP divergem sobre demanda global em meio à indefinição no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo recuaram nesta semana após a Agência Internacional de Energia (IEA) piorar sua projeção para 2026, agora esperando queda de 1,6 milhão de barris por dia na demanda mundial — a primeira contração anual desde a pandemia. Já a OPEP manteve leitura mais otimista, projetando crescimento da demanda, ainda que tenha cortado sua estimativa pela quarta vez seguida, para 580 mil barris/dia. O pano de fundo segue sendo o impasse no Estreito de Ormuz: o Irã afirmou nesta semana que a via só será reaberta se os EUA mudarem sua postura, mantendo pressão sobre os preços e a incerteza logística para o transporte marítimo de óleo e GNL. Fontes: Euronews · Brasil 247

Brasil em foco

Campo de Tupi, pioneiro do pré-sal, chega a 4 bilhões de barris produzidos

A Petrobras anunciou que o ativo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu a marca histórica de 4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) produzidos — a primeira vez que um ativo da companhia chega a esse volume. Operado desde 2010, o campo responde hoje por 36% de toda a produção da estatal, com média superior a 1 milhão de barris de óleo por dia em mais de uma ocasião em 2026. O sistema é operado pela Petrobras em consórcio com Shell e Petrogal. Fonte: Agência Brasil

Mercado & Negócios

Acordo Petrobras-Pemex avança, mas ainda depende de estrutura jurídica para investimentos

O memorando de entendimento assinado em junho entre Petrobras e Petróleos Mexicanos (Pemex) para ampliar a cooperação em óleo e gás segue avançando em frentes como águas profundas, refino, petroquímica e captura de carbono. Segundo análise jurídica do setor, o documento ainda não representa compromisso vinculante de investimento nem cria sociedade, consórcio ou joint venture — etapas que dependem da definição de uma estrutura jurídica mais clara antes de aportes efetivos das duas estatais. Fonte: Click Petróleo e Gás

Transição Energética

Lula assina decretos que regulamentam hidrogênio de baixo carbono, captura de CO₂ e SAF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta semana quatro decretos que reorganizam o mercado de energia brasileiro, mirando US$ 290 bilhões em projetos de hidrogênio. As novas regras abrangem a abertura do mercado livre de eletricidade para consumidores de baixa tensão, a regulamentação do hidrogênio de baixa emissão de carbono, a captura e armazenamento de CO₂ (CCUS) — com monitoramento mínimo de 20 anos após o encerramento das operações — e o combustível sustentável de aviação (SAF). O movimento amplia as oportunidades para a cadeia de fornecedores de óleo e gás migrar para projetos de descarbonização. Fonte: Portal IN

A Next Supply Weekly é publicada toda sexta-feira. Acompanhe nossas redes sociais para receber a leitura da semana em energia, petróleo e cadeia de suprimentos.