Next Supply Weekly – Sexta-feira, 24 de julho de 2026

Cotações da semana:

(fechamento de 24/07)

Indicador     Cotação

🛢️ Brent       US$ 97,70 /barril

🛢️ WTI          US$ 89,04 /barril

💵 Dólar       R$ 5,10

📈 PETR4     R$ 42,95

O panorama em 30 segundos:

A semana foi marcada por uma escalada dramática do conflito no Oriente Médio: os houthis do Iêmen declararam bloqueio naval à Arábia Saudita e, na quarta-feira (22), reivindicaram ataques com mísseis e drones contra dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, abrindo uma nova frente de guerra que se soma ao confronto entre EUA e Irã. O Brent chegou a romper a casa dos US$ 100 pela primeira vez desde maio antes de recuar nesta sexta-feira, mas ainda caminha para fortes ganhos semanais. No Brasil, PETR4 opera perto de máximas históricas, o governo mantém a subvenção ao diesel para conter o repasse da alta internacional aos consumidores, e a AIE projetou forte aceleração da demanda global por eletricidade, com as renováveis a caminho de se tornarem a principal fonte de geração do mundo.

Petróleo & Commodities

Houthis atacam petroleiros sauditas e abrem nova frente no Mar Vermelho

Os rebeldes houthis do Iêmen reivindicaram na quarta-feira (22) ataques com mísseis balísticos, de cruzeiro e drones contra dois petroleiros sauditas, o Encelia e o Layla, alegando que as embarcações haviam violado um bloqueio naval imposto à Arábia Saudita no início da semana. O grupo, aliado do Irã, já havia assumido o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, rota tão crucial para o transporte de energia quanto o Estreito de Ormuz, e o Irã pediu aos houthis que ficassem prontos para fechar a passagem caso os EUA avançassem contra a infraestrutura energética iraniana. Trump ameaçou o Irã com “severa punição militar” caso novos ataques a navios comerciais se repitam. Fontes: DefesaNet · Vermelho

Brent ultrapassa US$ 100 pela primeira vez desde maio, depois recua

Os contratos futuros do Brent fecharam acima de US$ 100 na quinta-feira (23), impulsionados pelo temor de interrupções no fluxo de energia no Mar Vermelho e pela escalada envolvendo EUA, Israel e Irã. Nesta sexta-feira (24), os preços recuavam cerca de 4%, para perto de US$ 96,70, após relatos de que o tráfego de navios pelo Estreito de Bab el-Mandeb seguia ocorrendo — sinal de que, por ora, não há um bloqueio total da rota. Ainda assim, o contrato mantinha alta acumulada de quase 10% na semana. Analistas do JPMorgan estimam que cada mês adicional de interrupção no fornecimento pode adicionar de US$ 7 a US$ 8 ao barril. Fontes: InfoMoney · Trading Economics

Brasil em foco

PETR4 opera perto de máximas históricas com petróleo em patamar elevado

As ações preferenciais da Petrobras negociam na casa dos R$ 42,67, acumulando alta superior a 46% em 12 meses, à medida que o Brent e o WTI romperam a barreira dos US$ 100 pela primeira vez em meses. O BTG Pactual elevou o preço-alvo da estatal para R$ 56, citando potencial de dividendos de dois dígitos mesmo em cenários mais conservadores de preço do barril, enquanto o BB Investimentos também elevou a recomendação para PETR3/PETR4 de Neutra para Compra. Apesar do otimismo, analistas alertam que a ação segue extremamente dependente das notícias do conflito: uma eventual normalização do transporte pelos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb poderia retirar parte do prêmio geopolítico embutido no preço do petróleo. Fontes: Seu Dinheiro · Investidor10

Subvenção ao diesel já ultrapassa US$ 900 milhões em 2026

Levantamento publicado em 23 de julho mostra que a subvenção econômica ao diesel, de R$ 1,12 por litro, instituída pela Medida Provisória nº 1.358 e válida de junho a dezembro de 2026, já soma mais de US$ 900 milhões pagos a produtores e importadores de combustível neste ano. O mecanismo, criado para amortecer o repasse da alta internacional do petróleo aos preços domésticos, segue tendo a Petrobras como principal beneficiária, num momento em que o novo salto do Brent para perto de US$ 100 volta a pressionar as contas públicas ligadas ao programa. Fonte: Rio Times

Mercado & Negócios

Ibovespa oscila entre alívio e aversão a risco global, com Petrobras como destaque defensivo

Ao longo da semana, o Ibovespa alternou sessões de queda — puxadas por um movimento global de aversão a risco após forte recuo em Wall Street — com pregões de recuperação sustentados pelas petroleiras. Petrobras figurou entre os papéis mais negociados da bolsa em diversos dias, funcionando como um dos poucos “portos seguros” domésticos em meio à escalada geopolítica, junto com Vale. O real, por sua vez, oscilou entre R$ 5,08 e R$ 5,20 ao longo da semana, refletindo ora o fluxo defensivo para o dólar, ora a valorização típica de moedas ligadas a commodities. Fontes: Rio Times Online · InfoMoney

Transição Energética

AIE projeta forte aceleração da demanda global por eletricidade e avanço das renováveis

Em atualização do relatório Electricity 2026, divulgada nesta semana, a Agência Internacional de Energia (AIE) projetou que a demanda global por eletricidade crescerá 3,6% em 2026 e 3,8% em 2027, ritmo acima dos 3% registrados em 2025, elevando o consumo mundial a 30.700 TWh em 2027. A geração renovável deve crescer mais de 8% ao ano, com a energia solar fotovoltaica ultrapassando a eólica já em 2026 e se tornando a segunda maior fonte renovável do mundo, atrás apenas da hidrelétrica — elevando a participação das renováveis na matriz elétrica global de 33% em 2025 para 37% em 2027. O relatório também destaca que as interrupções no fluxo de GNL pelo Estreito de Ormuz, decorrentes do conflito no Oriente Médio, elevaram os preços do gás natural na Ásia e na Europa aos níveis mais altos desde a crise energética de 2022–2023. Fontes: Observador · Canal Solar

A Next Supply Weekly é publicada toda sexta-feira. Acompanhe nossas redes sociais para receber a leitura da semana em energia, petróleo e cadeia de suprimentos.